Vik Muniz
Incrível! Justo no mês de aniversário de um ano do blog, eu ainda não postei nada? E o pior, que desta vez foi por preguiça mesmo, sorry. Bom, mas vamos lá. No começo do mês, aproveitei a hora do almoço para ir ao Museu Inimá de Paula ver a obra do artista plástico e fotógrafo brasileiro Vik Muniz.

Conhecido por utilizar materiais não muito usuais, como chocolate, arame, açucar, lixo, diamantes, caviar, entre vários outros, o artista redimensiona e torna possível uma exposição da sua obra em um museu, através da fotografia. As obras da série “Pictures of Garbage”, por exemplo, foram executadas ocupando todo um galpão, fotografada e impressa em tela de 1,28m x 1,01m. Por outro lado, na série “Pictures of Chocolate” , a lendária foto do artista plástico Jackson Pollock em plena atividade, foi executada com calda de chocolate em um quadro com pouco mais de 30cm, novamente fotografada e impressa em uma tela de 1,52m X 1,22m. A conceituação e motivos que levaram o artista a escolher os materiais e temas, beiram a banalidade. E isso, na verdade, é a grande sacada do cara, tornando a arte um pouco mais popular e de fácil compreensão. Resumindo, indo direto ao ponto. Antes de começar a rodar pelas mais de 120 obras, “perca” uns 40 minutos para ver o filme que está passando no cinema do próprio museu. É sensacional. Além de mostrar processos criativos, conta como foi que um cara normal, que trabalhava em uma agência de publicidade na cidade de São Paulo, se tornou um dos artistas plásticos mais badalados de Nova York (e a história é digna de filme mesmo).

A exposição ficará no Inimá de Paula até o dia 2 de novembro (tem muito tempo ainda) e a entrada são R$10,00. E, se der um tempinho, dá uma passeada por todo o museu. A revitalização do prédio que fica na rua da Bahia com a Álvares Cabral, feita pelo arquiteto Saul Vilela, ficou genial (confira aqui imagens do projeto). Mais uma ótima opção cultural para BH.
“Olha sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo possível de ter outro significado? E o lixo, pode ser algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro - seu nome é Vik Muniz - foi capaz de olhar essas coisas cotidianas e, com elas, recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.”