Cartoon
Por Arch.Maaik

Por Arch.Maaik

Amanhã começa de verdade o ano para a maioria. Escolhido a dedo, uma música, para que 2010 transpire paz e amor. A versão escolhida foi do encontro de Jimi Page & Robert Plant entitulado No Quater de 1994. Simplesmente perfeito. Para os saudosistas, clique aqui para versão original com o Led. Grande abraço e ótima semana.

Caramba, sumi mesmo do blog! Mas prometo que em 2010 isso não irá acontecer novamente. Aproveitando, um ótimo Natal e virada de ano para todos que passam por aqui. Que o próximo ano seja pelo menos 3 vezes melhor do que esse que passou (que já foi bem bom, né). As fotos são da confraternização aqui na nossa Cápsula. Passaram esse ano por aqui Fontes, Rafa, Lud, Zannini, Nico, Jo, Gerard, FH, Polly e Gilbert, e, claro nós três. Para ver todas as fotos (algumas bem bizarras, oriundas de lentes muito ébrias) clique aqui. Grande abraço a todos e até ano que vem, com mais arquitetura, música, viagens etc, etc, etc.
Não passa pela minha cabeça uma banda (da minha geração, claro) melhor que Pearl Jam. Sem dúvida, foi o melhor show que fui e, será batido apenas se John Lennon, George Harrison e Richard Wrigth levantarem da tumba e se apresentarem no Brasil com os Beatles e Pink Floyd respectivamente. Depois dos sensacionais Riot Act (2002), Lost Dogs (principalmente o disco 2, 2003) e Pearl Jam (esse na verdade não escutei muito, 2006) a banda lançou em setembro de 2009 o fantástico Backspacer. As letras já não falam tanto de assuntos políticos (talvez o Obama tenha acalmado os caras um pouco) e o som está bem mais cru e rock do que os últimos discos que vinham acompanhados dos teclados de Boom Gasper. Mais uma vez, Eddie Vedder surpreende nas baladas, como já havia feito na trilha sonora do filme Into the Wild (2007, trilha e filme imperdíveis). Compre (politicamente correto) agora o seu disco, você não vai se arrepender.
Micro ficha técnica:
Autor - Bernardo Rocha de Rezende (Bernadinho)
Ano - 2006
Páginas - 208
Preço - de R$12,90 a R$25,00 (23/10/2009)
Descrição: “Como centenas de milhares de adolescentes na década de 1980, cresci apaixonado pelo vôlei. Quando íamos para a rua montar a rede e “repetir” a atuação dos nossos ídolos, não me lembro de alguém que dissesse: “Eu sou o Bernardinho.” Quase todos queriam representar o papel dos titulares e não do levantador reserva. Bernardinho não tinha vaga na seleção da minha rua.
Poucos poderiam imaginar que ali, no banco de reservas da seleção, atento a tudo, estivesse sendo gerado o maior técnico da história do voleibol brasileiro e um dos maiores símbolos de liderança do Brasil. O obscuro jogador reserva da geração de 1980 tornou-se um craque do esporte no nosso país - o grande astro do jogo coletivo.
Bernardinho é o divisor de águas num país que precisa aprender a importância da cooperação, da solidariedade e do trabalho em equipe. Diga que seus jogadores são baixos e Bernardinho os fará saltar mais alto. Diga que são fracos no bloqueio e ele irá torná-los os melhores do mundo.
A essência dessa transformação é a crença numa equação simples que nada tem de matemática: Trabalho + Talento = Sucesso. Não por acaso o trabalho vem antes do talento. Para Bernardinho, a ordem desses fatores altera o produto. Apoiado no seu próprio exemplo como jogador, ele aposta no esforço e na perseverança, na disciplina e na obstinação.
Quando vai a empresas dar suas palestras, a razão dos aplausos freqüentes é uma só: as lições do Bernardinho se aplicam a qualquer setor da atividade humana. Ele se tornou aos poucos o símbolo da liderança moderna. Democrático, franco, aberto, mas seguro no momento de decidir.
Há muitas frases ditas pelo Bernardinho que merecem ser guardadas para nossa reflexão. Certamente neste livro você irá encontrar várias delas. Algumas simples, outras complexas, mas todas com um conteúdo que resume, em pequenas doses de sabedoria, o segredo de tanto sucesso.
O antigo jogador reserva que não tinha vaga na seleção da minha rua é atualmente um dos brasileiros mais cobiçados pelas grandes empresas do país.
João Pedro Paes Leme“
Algumas pessaos irão torcer o nariz com esse meu comentário, mas, eu trocaria qualquer livro de arquitetura por um de auto-ajuda ou biográfico. Adoro. E esse, junta os dois temas. Cético, comecei a ler o “Transformando Suor em Ouro”. Apesar de gostar muito deste tipo de livro, admirar o Bernadinho e o fato de vôlei ser o único esporte que não dou vexame, não acreditava que a leitura seria boa ou proveitosa. Engano meu. Além de mostrar a genialidade de um líder nato, o livro passa a limpo a história recente do esporte, desde a “Geração de Prata”, na qual o atual técnico da seleção brasileira comeu banco até a “Geração de Ouro” de Atenas. Temas como liderança, planejamento e principalmente gestão de pessoas é corrente durante toda a leitura. Lições para aplicar desde a pelada no final de semana até a mais alta empreitada empresarial.
PS.: Tentando apagar os mais de 530 spam(s) que estavam na minha caixa de comentários, sem querer apaguei 90% dos comentários de amigos que deixaram aqui. Me desculpem. Da próxima vez deixarei os spam(s) quietos, no canto deles para não cometer a mesma “oreiada”.

Micro ficha técnica: Comercial
Projeto: Cápsula Arquitetura (Arquitetos: Fernanda Maia, Patrícia Tôrres, Tiago Gresta)
Local: Cidade Nova - Belo Horizonte
Área da edificação: 38,00 m2
Data do projeto: Outubro/2009

Uma das melhores bandas da atualidade e uma de suas melhores músicas. Prestem bastante atenção na letra. E para ilustrar, o filme Sleeper do Woody Allen de 1973. Ótimo feriado a todos e bom descanso.
Por Arch.Maaik

Incrível! Justo no mês de aniversário de um ano do blog, eu ainda não postei nada? E o pior, que desta vez foi por preguiça mesmo, sorry. Bom, mas vamos lá. No começo do mês, aproveitei a hora do almoço para ir ao Museu Inimá de Paula ver a obra do artista plástico e fotógrafo brasileiro Vik Muniz.

Conhecido por utilizar materiais não muito usuais, como chocolate, arame, açucar, lixo, diamantes, caviar, entre vários outros, o artista redimensiona e torna possível uma exposição da sua obra em um museu, através da fotografia. As obras da série “Pictures of Garbage”, por exemplo, foram executadas ocupando todo um galpão, fotografada e impressa em tela de 1,28m x 1,01m. Por outro lado, na série “Pictures of Chocolate” , a lendária foto do artista plástico Jackson Pollock em plena atividade, foi executada com calda de chocolate em um quadro com pouco mais de 30cm, novamente fotografada e impressa em uma tela de 1,52m X 1,22m. A conceituação e motivos que levaram o artista a escolher os materiais e temas, beiram a banalidade. E isso, na verdade, é a grande sacada do cara, tornando a arte um pouco mais popular e de fácil compreensão. Resumindo, indo direto ao ponto. Antes de começar a rodar pelas mais de 120 obras, “perca” uns 40 minutos para ver o filme que está passando no cinema do próprio museu. É sensacional. Além de mostrar processos criativos, conta como foi que um cara normal, que trabalhava em uma agência de publicidade na cidade de São Paulo, se tornou um dos artistas plásticos mais badalados de Nova York (e a história é digna de filme mesmo).

A exposição ficará no Inimá de Paula até o dia 2 de novembro (tem muito tempo ainda) e a entrada são R$10,00. E, se der um tempinho, dá uma passeada por todo o museu. A revitalização do prédio que fica na rua da Bahia com a Álvares Cabral, feita pelo arquiteto Saul Vilela, ficou genial (confira aqui imagens do projeto). Mais uma ótima opção cultural para BH.
“Olha sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo possível de ter outro significado? E o lixo, pode ser algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro - seu nome é Vik Muniz - foi capaz de olhar essas coisas cotidianas e, com elas, recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.”
Tomahawk é uma das bandas do homem das mil vozes, Mike Pathon. O cara teve uma presença muito forte na minha adolescência com o Faith No More e agora, reaparece (graças ao Youtube e Mininova.org) com outras mil bandas. Dê uma “linkada” também para conferir outras experiências do cara nos Fantomas, Mr. Bungle, Peeping Tom e claro, Faith No More 1, 2, 3 e 4 (entre minhas top 20 de bandas). Porrada no pé da orelha pra começar a semana com gás. Abraço a todos.

Micro ficha técnica: Residência Unifamiliar
Projeto: Cápsula Arquitetura (Arquitetos: Fernanda Maia, Patrícia Tôrres, Tiago Gresta)
Local: Quintas do Sol - Nova Lima
Área da edificação: 346,00 m2
Área do terreno: 818,00 m2
Data do projeto: Agosto/2009

Para ver mais imagens e plantas, clique aqui.
A LastFM por algum tempo foi minha maior fonte de músicas e artistas novos. Ao se cadastrar, você tinha o direito de escutar a sua rádio e se deliciar com todo material, entre vídeos, fotos e textos do seu músico predileto. Mas, o que tornava realmente a rádio interessante, era a possibilidade de você escutar novas músicas/artistas, que, de alguma forma eram relacionados (influência ou influenciado) pelo músico pedido. Infelizmente, seu serviço não é mais gratuito e fiquei a ver navios, mas acho que, ao fazer o seu cadastro você ganha algumas músicas de brinde para escutar.
Foi desta forma que fui apresentado ao genial Elliot Smith. Uma boa música que, em alguns momentos lembra o novo som de Paul MacCartney. Apesar da carreira brilhante, o cara partiu dessa para melhor, de uma forma trágica. Escutem também as músicas Baby Britain, Junk Bond Trader(brilhante), Miss Misery, Pitseleh entre várias outras que você encontra no Youtube.

Saiu no último dia 10, o resultado do concurso fechado para o projeto do Museu da Imagem e do Som que será executado no Rio de Janeiro, na Av. Atlântica em Copacabana. Deixando um pouco de lado a polêmica acerca da escolha do local, o projeto escolhido pelo juri (quem fez parte do juri?) foi do escritório novaiorquino Diller Scofidio + Renfro. O projeto, “escancaradamente” releitura (ou evolução?) do Museum of Art and Technology em Nova Iorque, apesar da linguagem internacional, se adequa com primor no contexto da cidade carioca, principalmente por seus rampas/jardins/terraços/brises/mirante, elemento que marca o percurso no museu, e, pela transparência, que devem proporcionar vistas fantásticas, apesar de uma certa introspecção que um museu “exige” (leiam mais sobre o projeto vencedor).

A xenofobia por parte de alguns arquitetos (a mesma em relação a outros projetos, como a Companhia de Dança de São Paulo de Herzog e De Meuron e a Cidade da Música de Portzamparc, também no Rio de Janeiro) apimenta ainda mais a discussão sobre a nossa atual posição em relação a arquitetura mundial. A escolha de um escritório gringo, com uma proposta formal e conceptiva diferente da que estamos acostumados a ver e fazer, acrescenta um repertório novo, tanto para nós, profissionais, quanto para o público em geral (nossos clientes, rs).
Dos demais escritórios que participaram da concorrência, vale destacar a participação dos brasucas, Bernades & Jacobsen, que conseguiram (pelo menos à primeira vista) criar excelentes ambientes/praças através de uma implantação que me parece ter sido a melhor apresentada; Isay Weinfeld, elegante como sempre, mas talvez, até demais; Brasil Arquitetura, que, ao mesmo tempo conseguiram criar um átrio bacanérrimo, labiríntico e penumbroso, apresentou uma bizarra bola cromada que daria inveja Captain Kirk; e também o Tacoa Arquitetos, cujo proposta … não sei (rs).

Mas a decepção geral, ficou por conta do Daniel Libeskind e Shigeru Ban. Lembro-me que esses nomes eram frequentes nas aulas de Analise Crítica de Arquitetura e eram considerados verdadeiros “mestres”, glorificados pelos professores e alunos, amém. Com todo respeito que os mestres devem ter (ou não), pisaram feio na bola. Acho que suas propostas ficariam melhor no Sambódromo. Caíram no nosso eterno karma: Gringo achar que o ano inteiro é carnaval no Brasil. Bom, talvez seja. Não tem como culpá-los, sendo que a nossa principal exportação sempre foi mulata com bunda de fora, sorriso no rosto e penca de banana na cabeça.
Para saber mais sobre o concurso, clique aqui.
Adoro desenhos de todos os tipos e, apesar de não desenhar muito bem, essa paixão, me levou a fazer o curso de arquitetura. Passo tempos e tempos aqui no escritório, na frente do computador vendo sites/blogs de desenhos de todos os gêneros, não só arquitetônico (deveria dedicar um pouco desse tempo desenhando, não é?). Há algum tempo, desenhos relacionados à moda estão chamando muito minha atenção. Talvez pelas cores, traços e liberdade das representações gráficas/artísticas que na maioria das apresentações arquitetônicas não tem. Frenquento bastante sites como o Clickmoda (absurdo ainda não estar na relação de links ao lado) e corro sempre atrás dos rabiscos do Ronaldo Fraga, seja em lata de papel higiênico, caixa de vinho ou no próprio site, para me manter antenado no que há de melhor.

E foi numa dessas andanças virtuais que encontrei os desenhos do Michael Sanderson. O cara nasceu em 1986 (isso mesmo, 23 anos) em Colorado Springs, EUA e cursou The School Of The Art Institute Of Chicago. Tem como clientes as grifes mais banbanban do cenário fashion, como Victoria´s Secret, Prada, Gucci entre várias outras. Os desenhos inspirados em ensaios fotográficos dos anos 70 misturam tecnologia e arte que valem a pena ser visto sempre.
PS.: Em 1986 eu tenho recordações de minha primeira Copa do Mundo (comentário masculino depois de um post tão afeminado, rs).
Quer comprar uma garrafa de água suja contaminada com malária ou dengue? Estranho, né? Mas genial! Essa foi a brilhante idéia da agência Casanova Pendrill (acho) para a UNICEF, na campanha para chamar a atenção da população novaiorquina para os problemas em relação à água contaminada. Engarrafaram água suja e colocaram em máquinas tipo “vending machine” espalhadas por toda Nova Iorque. O dinheiro arrecadado com a “compra” da garrafa era destinado à causa. Vejam essa reportagem sobre a campanha. As doações poderiam ser feitas também por mensagem ou pelo site da UNICEF, como mostra o texto abaixo.

“Thirsty? So are millions of people around the world with no access to clean drinking water. 4,200 children die of water-related diseases everyday. Help provide safe drinking water to developing countries. Donate today. You wouldn’t drink dirty water. No one should. Donate now by texting TAP to 864233 (UNICEF) or visit tapproject.org. Just a dollar provides a child with 40 days of clean drinking water.”

Depois de mais de dois meses pesquisando, ouvindo e apurando denúncias de “especialistas de mercado” sobre uma nova lavanderia de dinheiro, Novojornal conclui reportagem que traz à tona um esquema com a participação de vários políticos, jornalistas, empresários de diversos setores da economia nacional e mineira, que absorveu todo esquema de corrupção e sonegação outrora executados pelas agências de publicidade SMP&B e DNA, desmontado após comprovação através da CPI dos Correios e investigação da Polícia Federal (PF), o que culminou com a denúncia apresentada pelo Procurador da República no explosivo mensalão, desdobrado posteriormente em mensalão mineiro.
Integraram esta denúncia Marcos Valério e Cristiano Paz, proprietários da DNA e SMP&B.
O primeiro, após cair em desgraça, tirou de cena o segundo, verdadeiro autor da engenharia contábil e financeira que, por décadas, serviu principalmente aos governos mineiro e federal, além de autarquias, empresas públicas e privadas.
Segundo os “especialistas”, Valério entrara no “ramo” há pouco tempo, representando um “sócio oculto”. Cristiano Paz, diante da falta de condições em utilizar as agências de publicidade para servir seus tradicionais clientes, migrou para o Museu Inhotim, situado no município de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte.
Inhotim, até então, era apenas um hobby excêntrico pertencente a Bernardo Paz, irmão de Cristiano. Bernardo Paz é um “playboy” que passou sua vida gastando a enorme fortuna deixada por seu ex-sogro, o falecido banqueiro João do Nascimento Pires, proprietário do extinto Banco Mineiro do Oeste.
Em 2002 foi fundado o Instituto Cultural Inhotim, entidade sem fins lucrativos, dessa forma, “isenta” de pagamento de impostos. Embora sujeito a fiscalização, ficou literalmente de fora das investigações do mensalão. Sua contabilidade no período das apurações do caso mensalão simplesmente evaporou, segundo informações de participantes das investigações.
Após essa transformação, os investidores e patrocinadores dos projetos de Inhotim, coincidentemente passaram a ser os mesmos que anteriormente eram clientes da SMP&B e DNA. É inegável que nas últimas décadas todo esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro, principalmente público, executado no Brasil, nasceu em Minas Gerais.
Até então tido como um Estado ético e exemplo de probidade, Minas passou a ser conhecido pela engenhosidade de contraventores, transvertidos de empresários, políticos e publicitários.
Evidente que a impunidade estimulou o crescimento da contravenção.
Agências de publicidade como SMP&B e DNA, junto com instituições financeiras como Banco Rural e BMG, desmontaram o patrimônio do Estado. Abertamente ofereciam especialização não nas atividades constantes de seus objetivos sociais e a disputa entre os Bancos e agência de propaganda passou a ser daquele que ofereceria maior competência na prática de contravenções. Diretores dos bancos ocupavam diretorias do Banco Central e, diretores de agências, altos cargos da administração pública, encarregados da gestão das verbas de publicidade, impedindo dessa forma a fiscalização ou a punição.
Foi necessário que, em Brasília, após ser contrariado em seus interesses, o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciasse o esquema para que investigações fossem realizadas. Muitos acham que a mesma foi superficial e poupou diversos participantes. Agora entra em cena o novo esquema, através da ONG Inhotim.

Os valores operados anualmente neste esquema ultrapassam R$ 150 milhões. Para dar “saída” ao dinheiro recebido, Inhotim passou a adquirir enormes áreas no município de Brumadinho.
Compraram escandalosamente, por vultuosas somas, gigantescas áreas sem qualquer valor comercial ou demercado, por serem pirambeiras e mata virgem, todas situadas em áreas de preservação ambiental.
O preço alto pago era apenas para constar das escrituras. Na verdade, o valor pago era insignificante. Após esta operação, a diferença entre o valor pago e o valor da escritura estava “lavada”.
Evidente que as operações convencionais de superfaturamento de promoções e simulação de patrocínio continuaram a acontecer. Hoje, no cartório de Imóveis de Brumadinho, comprovadamente, Inhotim é a maior proprietária do município. Se avaliado a preço de mercado dos imóveis adquiridos, não chega a 0,5% do valor declarado.
A eficiência do novo modelo, assim como a esperteza e inteligência dos novos operadores tem que ser reconhecida.
Diante da evidente simpatia da sociedade com os eventos da área ecológica de Inhotim, a instituição acabou “ficando bem na foto”, possibilitando a aproximação de diversos profissionais de credibilidade do “Projeto”.
Depois da utilização das escrituras dos imóveis para lavar uma montanha de dinheiro e diante da obrigatoriedade de manutenção das áreas florestais sem qualquer valor comercial, agora querem ficar livres deste ônus, pretendendo “doar” os mesmos para a União Federal.
Realmente os novos operadores são competentes. Porém, o velho ditado a seguir aplica-se como uma luva: “Se o malandro realmente fosse malandro deixaria de ser malandro por malandragem”, já que a ganância e a certeza de impunidade levaram os novos operadores a cometerem um erro fatal.
Diante da influência de um dos grandes “investidores” no projeto Inhotim, deputado federal Narcio Rodrigues (PSDB-MG), para muitos sócio do governador mineiro e coincidentemente majoritário eleitoralmente no município, conseguiu-se que o DER/MG asfaltasse um acesso a BR 040, ou seja, a Inhotim.
A justificativa utilizada novamente é criativa e perfeita: “Acesso a Inhotim”.
Só que, anteriormente, o deputado Narcio Rodrigues e Bernardo Paz compraram todos os imóveis no trajeto da estrada que liga a BR 040 e, com o novo acesso asfaltado, alcançaram um preço estratosférico, pois estará próximo ao mega projeto imobiliário Lagoa dos Ingleses, onde encontra-se o metro quadrado mais caro da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Para o Inhotim, os imóveis nada valem, representam apenas despesas. Como já foram úteis para lavar dinheiro, inclusive público, agora será entregue à União enquanto os que irão valorizar, devido ao asfaltamento com investimento público, ficarão com Bernardo e Narcio.
O leitor neste momento certamente estará dizendo: chega. Isto já é demais.

Infelizmente não!
Os novos operadores, através de Bernardo, conseguirão indicar o secretário de Meio Ambiente de Brumadinho, “Dr. Quintino”, para facilitar o que na região é praticamente impossível às licenças ambientais.
Bernardo e Narcio pretendem instalar em seus imóveis um aeroporto, um campo de golfe e um mega Resort. E pior, o terreno onde serão implantados estes empreendimentos pertencia ao atual secretário de Meio Ambiente. Segundo moradores da região, a venda foi aparente, o secretário e sócio de Bernardo e Narcio.
É realmente inacreditável a certeza da impunidade, visto que o secretário
“Dr. Quintino” concederá a licença ambiental para um empreendimento que será construído em um imóvel que anteriormente, no mínimo, era seu.
Fontes da Procuradoria da República e Polícia Federal de Minas Gerais informam que já “observam” há algum tempo a nova Lavanderia Mineira e prometem ações em breve.
E A ÚNICA CULPA DA ADRIANA VAREJÃO É TER PÉSSIMO GOSTO PARA ESCOLHER HOMEM.
Fechando a semana com Air, o genial duo francês de música eletrônica. Playground Love, música melancólica com um dos mais belos e delicados solo de sax que já ouvi. Vale a pena ver também o clipe Sexy Boy, tão bizarro e fantástico quanto ao chicletinho apaixonado do clipe abaixo. Ótimo final de semana a todos.
BRUJITA VERÓN. POST TEMPORÁRIO EM
HOMENAGEM ÀS MARIAS.

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